NEGÓCIOS
Mercado de crédito: como empresas podem explorar novas oportunidades com soluções financeiras
Entenda como o mercado de crédito evoluiu e como empresas podem explorar novas oportunidades com soluções financeiras, sem precisar se tornar um banco.
12 de janeiro de 2026
Por iDez Digital
Quem empreende no Brasil sabe que crédito sempre foi um dos maiores gargalos, tanto para quem precisa, quanto para quem poderia oferecer. Por muito tempo, o mercado de crédito ficou concentrado em poucos players tradicionais. Hoje, esse cenário mudou.
Empresas que já têm relacionamento com clientes, parceiros ou colaboradores começaram a perceber que o crédito pode ser uma alavanca de crescimento, não apenas um produto financeiro isolado.
E o mais relevante: isso não exige virar banco, criar estrutura regulatória própria ou assumir riscos desnecessários. Com a infraestrutura certa, é possível integrar soluções de crédito ao próprio ecossistema e transformar oportunidades em receita recorrente.
Neste artigo, você vai ver:
Como o mercado de crédito está evoluindo;
Quando faz sentido entrar nesse jogo;
Quais modelos funcionam;
e como fazer isso com segurança e visão de longo prazo.
O que é o mercado de crédito e por que ele deixou de ser exclusividade dos bancos
O mercado de crédito envolve toda operação de concessão de recursos financeiros com expectativa de retorno, como empréstimos, financiamentos, antecipações e crédito consignado.
Durante décadas, esse mercado foi dominado por bancos tradicionais. O problema é que eles operam de forma padronizada, distante da realidade específica de cada negócio.
Nos últimos anos, algumas empresas começaram a entender melhor seus próprios públicos do que qualquer instituição tradicional conseguiria. Elas sabem quem paga em dia, quem tem recorrência, quem gera valor no longo prazo. Essa proximidade criou espaço para novos modelos.
Hoje, o mercado de crédito se expande justamente onde existe relacionamento, dados e contexto.
É por isso que vemos franquias oferecendo crédito para franqueados, empresas concedendo crédito para colaboradores, plataformas B2B antecipando recebíveis de parceiros, operações que usam crédito como ferramenta de fidelização.
O crédito não é mais só um produto financeiro, ele é uma estratégia de negócio.
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Como empresas podem oferecer crédito sem, de fato, serem bancos
Aqui entra um ponto importante: oferecer crédito não significa virar uma instituição financeira regulada.
Com uma infraestrutura de Banking as a Service (BaaS), empresas conseguem integrar soluções de crédito de forma personalizada, mantendo autonomia sobre o modelo de negócio.
Funciona assim:
A empresa define sua política de crédito;
Decide para quem oferecer;
Escolhe valores, prazos e estratégias;
Enquanto a infraestrutura cuida de tecnologia, integração e compliance.
Esse modelo permite que empresas operem soluções financeiras com sua marca, sem precisar lidar diretamente com a complexidade regulatória.
Na prática, isso abre espaço para soluções como crédito consignado para colaboradores, antecipação de recebíveis para parceiros, linhas de financiamento para clientes recorrentes, crédito vinculado ao consumo ou à operação.
O ponto central é que a empresa continua focada no negócio, enquanto a infraestrutura sustenta a operação financeira.
Onde estão as oportunidades reais no mercado de crédito corporativo
Nem toda empresa precisa (ou deve) oferecer crédito, mas quando faz sentido, o impacto pode ser relevante.
O mercado de crédito corporativo cresce justamente onde há recorrência de transações, base ativa de clientes ou parceiros, previsibilidade de fluxo financeiro.
Alguns exemplos práticos:
Redes de franquia usando crédito para fortalecer a operação dos franqueados;
Empresas oferecendo crédito para colaboradores como benefício e ferramenta de retenção;
Plataformas B2B criando linhas de crédito para fornecedores e parceiros;
Negócios que usam crédito como extensão natural do serviço principal.
No entanto, o crédito não atua sozinho. Ele se conecta com outras alavancas como:
Float, gerando rendimento sobre saldos parados;
Interchange, criando receita a cada transação;
Tarifas, vinculadas ao uso das soluções.
Quando bem estruturado, o crédito passa a fazer parte de um ecossistema financeiro sustentável.
Quando compensa entrar no mercado de crédito
Entrar no mercado de crédito não é um passo automático, é uma decisão que necessita de maturidade do negócio.
O crédito começa a fazer sentido quando a empresa já tem algo que bancos tradicionais não têm: contexto de relacionamento, de recorrência, de comportamento e de necessidade real do cliente.
Compensa entrar quando:
A empresa conhece bem sua base e seus ciclos financeiros;
Existe previsibilidade mínima de receita e transações;
O crédito complementa o core do negócio, em vez de competir com ele;
Há clareza de como essa oferta gera valor no médio e longo prazo.
É por isso que vemos bons resultados em modelos como:
Crédito para franqueados, que precisam de capital para crescer dentro da rede;
Crédito para colaboradores, ligado à folha e à recorrência;
Antecipação de recebíveis para parceiros já ativos na operação.
Por outro lado, ainda não é o momento quando o crédito surge como tentativa de “tapar buraco de caixa” ou como aposta isolada, sem conexão com a estratégia principal.
Empresas que constroem fintechs com começo, meio e futuro não usam crédito como atalho, elas usam como alavanca, no tempo certo.
Riscos fazem parte do jogo
Sim, o risco existe, sempre existiu e sempre vai existir no crédito. A questão nunca foi eliminar o risco, mas tirar o improviso da equação.
O erro comum é achar que crédito é perigoso por natureza. Na prática, perigoso é operar crédito sem estrutura, sem dados e sem processo. Quando bem estruturado, o risco passa a ser variável de gestão.
Isso envolve:
Limites bem definidos por perfil;
Automação na concessão e no acompanhamento;
Integração entre dados financeiros e comportamento real da base.
Com uma infraestrutura adequada, a empresa começa pequena, testa hipóteses, ajusta critérios e só então escala. Não existe “tudo ou nada”.
O risco deixa de ser emocional e vira decisão estratégica, baseada em dados, não em suposição.
FAQ – Perguntas frequentes sobre mercado de crédito
O que é o mercado de crédito corporativo?
É o conjunto de soluções de crédito oferecidas a empresas, colaboradores, parceiros ou clientes dentro de um contexto de negócio, fora do modelo bancário tradicional.
Como as empresas podem oferecer crédito sem serem bancos?
Utilizando infraestrutura de Banking as a Service, que permite operar soluções financeiras personalizadas sem necessidade de licença própria.
Quais as oportunidades do mercado de crédito no Brasil?
Crédito consignado, antecipação de recebíveis, financiamento de parceiros, crédito vinculado a consumo e operações B2B são algumas das principais.
Quem define a política de crédito?
A própria empresa. A infraestrutura fornece a base tecnológica e regulatória, mas a decisão estratégica é sempre do negócio.
É possível começar pequeno?
Sim. Modelos modulares permitem iniciar com estruturas enxutas e escalar conforme a operação amadurece.
Crédito como estratégia, não como produto isolado
O mercado de crédito não é mais um território exclusivo dos bancos. Hoje, ele pertence a quem conhece sua base, entende sua operação e constrói soluções com visão de longo prazo.
Empresas que integram crédito ao próprio ecossistema não estão “virando banco”. Estão criando novas fontes de receita, fortalecendo relacionamento e ampliando seu papel no mercado.
A diferença está na estrutura, na estratégia e no parceiro escolhido para sustentar esse caminho. Converse com o time da iDez e veja, na prática, quais alavancas de receita fazem sentido para o seu negócio hoje.
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