NEGÓCIOS

Cases de sucesso: empresas que entraram no mercado financeiro com BaaS

Veja como essa empresa usou BaaS para entrar no mercado financeiro, escalar operações e criar receitas recorrentes com soluções financeiras próprias.

19 de fevereiro de 2026

Por iDez Digital

Entrar no mercado financeiro não é mais um movimento restrito a bancos ou grandes fintechs. Hoje, empresas de diferentes segmentos estão usando BaaS (Bank as a Service) como um motor de crescimento, receita e fidelização.

Se você é um empreendedor, sabe o quanto dói ver oportunidades passando. O cliente confia, transaciona, movimenta dinheiro, mas a receita fica com terceiros. É exatamente aqui que o BaaS entra como estratégia para gerar mais ganhos.

Neste artigo, vamos mostrar como empresas como a sua entraram no mercado financeiro corporativo usando BaaS, quais decisões tomaram, os riscos envolvidos, quando faz sentido seguir esse caminho e, principalmente, os resultados reais alcançados.

O que está por trás do movimento de empresas entrando no mercado financeiro

Empresas que adotam BaaS não estão tentando “virar banco”. Elas estão assumindo controle sobre uma parte da jornada do cliente, o dinheiro.

Com uma infraestrutura de BaaS, empresas passam a oferecer soluções financeiras integradas ao próprio ecossistema, como contas digitais, cartões, crédito, Pix e pagamentos, tudo personalizado com a sua marca.

O impacto disso é direto:

  • Mais recorrência;

  • Mais fidelização;

  • Novas linhas de receita (float, interchange, crédito);

  • Mais dados sobre o comportamento financeiro do cliente.

Para fazer tudo isso girar, não basta apenas a tecnologia, é preciso ter uma boa estratégia financeira aplicada ao negócio.

Por que BaaS funciona tão bem para empresas já consolidadas?

O sucesso do BaaS está ligado ao nível de relacionamento e influência que a empresa já possui sobre seu público.

Empresas consolidadas têm confiança, recorrência de uso e proximidade com seus clientes. Isso faz toda a diferença quando o objetivo é oferecer serviços financeiros.

Isso acontece porque, ao lançar uma solução financeira, a empresa precisa incentivar o cliente a utilizar uma nova conta, meio de pagamento ou oferta de crédito, muitas vezes migrando parte da sua movimentação de outro banco. Sem um relacionamento forte, essa adesão tende a ser baixa.

Geralmente, empresas com alto nível de influência sobre sua base conseguem:

  • Estimular a adoção de novos serviços com mais facilidade;

  • Integrar soluções financeiras à jornada já existente do cliente;

  • Aumentar engajamento e recorrência de uso;

  • Capturar valor em cada transação dentro do seu próprio ecossistema.

Além disso, organizações que já possuem operação estruturada e fluxo recorrente de transações conseguem acelerar resultados, pois partem de uma base com comportamento e demanda já conhecidos.

Outro ponto é a redução das barreiras de entrada. Com o modelo BaaS, a empresa não precisa lidar diretamente com regulação bancária, licenças ou infraestrutura financeira, a tecnologia e a conformidade já vêm prontas, permitindo foco na experiência e na estratégia. O resultado é uma operação financeira com maior potencial de adoção, menor risco e crescimento mais previsível.

Case real: como uma empresa de subadquirência virou uma plataforma financeira completa

Agora, para deixar tudo mais palpável para você, queremos compartilhar um case real de um de nossos clientes.

Uma empresa do mercado de adquirência começou como muitas outras, com maquininhas de pagamento, foco em volume e competição acirrada por taxa.

Em apenas seis meses, conquistou mais de 500 clientes. O crescimento rápido trouxe um alerta claro, que depender apenas de meios de pagamento não sustentaria o futuro do negócio.

A decisão foi entrar no mercado financeiro usando BaaS, ampliando o portfólio sem perder foco no que já funcionava.

Com uma estrutura de BaaS, a empresa passou a oferecer:

  • Contas digitais para pessoa física e jurídica;

  • Soluções de Pix e Bolepix;

  • Transferências em lote;

  • Cestas de serviços financeiros;

  • Emissão de cartões pré-pagos;

  • APIs integradas à operação existente.

Tudo operando sob sua própria marca.

O principal desafio não estava na implementação técnica, mas na decisão de mudar o posicionamento.

Ao integrar soluções financeiras ao seu ecossistema, a empresa deixou de ser apenas um fornecedor de pagamento e passou a ser uma presença constante no dia a dia financeiro dos clientes.

Isso trouxe três ganhos imediatos:

  1. Fidelização: o cliente passou a concentrar mais operações no mesmo ambiente;

  2. Eficiência operacional: menos intermediários, mais controle;

  3. Receita recorrente: cada transação passou a gerar valor.

O financeiro deixou de ser custo ou acessório para virar produto.


Resultados práticos: quando BaaS começa a aparecer no caixa

Os números ajudam a tirar o BaaS do discurso e colocá-lo na realidade.

Em apenas seis meses após a implementação da nova estrutura financeira, a empresa registrou:

  • R$ 798,7 milhões transacionados;

  • 131.709 transações realizadas;

  • 86.621 operações via Pix;

  • Crescimento consistente da base de contas ativas;

  • Aumento da fidelização dos clientes existentes.

Além disso, a empresa passou a gerar receita recorrente com float, alcançando rendimentos de até 80% do CDI sobre valores parados em conta.

Esse modelo trouxe mais liquidez, previsibilidade e espaço para reinvestir em tecnologia e experiência do usuário


Onde o BaaS realmente gera dinheiro e quando faz sentido dar esse passo

Quando se fala em BaaS, muita gente ainda pensa apenas em “oferecer conta digital” ou “ter um cartão com a própria marca”. Mas, na prática, o valor está no conjunto de alavancas financeiras trabalhando juntas, e não em um produto isolado.

Empresas que entram no mercado financeiro com BaaS passam a capturar valor em três frentes principais:

  • Float: o rendimento sobre os saldos que ficam parados nas contas dos clientes. Em operações bem estruturadas, isso pode representar uma receita previsível e constante, com rendimentos que chegam a até 80% do CDI;

  • Interchange: cada compra realizada com cartão gera receita. Quanto maior o volume transacionado, maior o impacto no caixa;

  • Crédito e tarifas: linhas de crédito, antecipações, pacotes de serviços e cobranças operacionais criam margens relevantes quando bem calibradas.

O ponto-chave é que essas alavancas não precisam ser ativadas todas de uma vez. Empresas mais maduras começam pelo que já conversa com seu modelo atual e vão expandindo conforme a base cresce e a operação ganha tração.


Quando o BaaS deixa de ser ideia e vira decisão estratégica

Falando de forma direta, o BaaS não é para quem ainda está tentando validar o próprio negócio. Ele funciona melhor quando já existe movimento financeiro acontecendo.

Normalmente, faz sentido considerar esse passo quando a empresa:

  • Já possui uma base ativa de clientes, parceiros ou usuários;

  • Processa pagamentos, repasses, comissões ou recorrências;

  • Quer aumentar receita sem depender exclusivamente do produto principal;

  • Busca mais controle sobre a jornada financeira do cliente.

Nessas situações, o BaaS não cria complexidade, ele organiza e monetiza algo que já existe.

É comum vermos empresas que demoraram para tomar essa decisão perceberem, depois, que parte do faturamento ficou pelo caminho. O cliente transaciona, confia, movimenta dinheiro, mas a receita fica com terceiros.

O BaaS muda essa lógica, já que ele transforma o fluxo financeiro em estratégia de crescimento.

Quais são os riscos?

Entrar no mercado financeiro sempre exige responsabilidade. E é saudável que exista cautela, no entanto, o erro está em achar que o risco está no modelo em si.

Na prática, os maiores riscos estão em:

  • Escolher uma infraestrutura frágil ou pouco testada;

  • Tratar o projeto como algo apenas técnico;

  • Subestimar a importância de compliance e governança.

Quando a empresa opera com uma plataforma de BaaS estruturada, esses riscos são mitigados desde o primeiro dia. A regulação, a segurança e os processos já fazem parte da base.

Por isso, a pergunta correta não é “é arriscado entrar no mercado financeiro?”, mas sim: com quem você vai fazer isso e em que ritmo?

Empresas que avançam com parceiros sólidos, visão clara e escopo bem definido tendem a crescer com previsibilidade, não com sustos.


FAQ – Perguntas frequentes sobre BaaS

O que é BaaS e como funciona?

BaaS é um modelo que permite que empresas ofereçam soluções financeiras usando uma infraestrutura pronta, sem precisar se tornar um banco regulado.

Quais empresas podem usar BaaS?

Empresas B2B, plataformas digitais, adquirentes, redes de serviços e negócios com base transacional ativa.

É seguro operar soluções financeiras com BaaS?

Sim, desde que a infraestrutura seja validada, com compliance, segurança e parceiros regulados.

Quanto tempo leva para implementar uma estrutura de BaaS?

Depende do escopo, mas projetos modulares podem entrar em operação em semanas.

Quais receitas uma empresa pode gerar com BaaS?

Float, interchange, crédito, tarifas e serviços financeiros integrados à operação.

BaaS deve ser um movimento calculado

Os cases mais bem-sucedidos mostram um padrão: ninguém entrou no BaaS apostando tudo de uma vez. Entraram com estratégia, modularidade e leitura de negócio.

O resultado é um ecossistema financeiro que cresce junto com a empresa, gera receita recorrente e fortalece o relacionamento com o cliente.

No fim das contas, o BaaS não cria um novo problema para o empresário. Ele resolve um antigo: como capturar mais valor de uma base que já confia e já transaciona com você.

Quer entender como o BaaS pode funcionar na sua operação? Converse com o time da iDez e veja, na prática, quais alavancas de receita fazem sentido para o seu negócio hoje.

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